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A origem de LAKṢMĪ

Há diferentes versões sobre a origem da deusa Lakṣmī, que teria surgido no Oceano de Leite. Em um desses mitos, os deuses (devas) e os demônios (asuras) se encontravam doentes e procuravam um remédio para se curar; em outra versão, eles eram mortais e estavam buscando pelo Amrita, o néctar divino que concede a imortalidade. Este só poderia ser obtido por meio da batedura do Oceano de Leite. Embora geralmente sejam inimigos, os devas e asuras decidem se unir para bater o Oceano de Leite juntos. A batedura do oceano começou com os devas de um lado e os asuras do outro. Vishnu assumiu a forma de Kurma, a tartaruga, e uma montanha foi colocada sobre seu casco, como um centro de rotação. Vasuki, a grande serpente, foi enrolada ao redor da montanha e foi usada como uma corda para girar a montanha e bater o Oceano de Leite.

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Uma série de objetos divinos começou a surgir durante a agitação do oceano. Junto com eles surgiu a deusa Lakṣmī, a filha do rei do oceano de leite (Varuna), e, segundo alguns, a filha de Kubera. O último a sair foi o amrita. O avatar Vishnu então assumiu a forma de uma linda donzela para distrair os asuras e deu o amrita (a imortalidade) aos devas. Diz-se que Lakṣmī surgiu do mar de leite, o oceano cósmico primordial, tendo um lótus vermelho em sua mão. Cada membro da tríade divina, Brahma, Vishnu e Shiva (criador, preservador e destruidor respectivamente do universo) queria tê-la para si mesmo. A reivindicação de Shiva foi recusada porque ele já tinha reivindicado a Lua, Brahma tinha Sarasvati, então Vishnu a reivindicou, e assim ela nasceu e renasceu como sua consorte durante todas as suas 10 encarnações. Alguns textos dizem que Lakṣmī é a esposa do Dharma (que é a conduta correta ou virtuosa). Ela e várias outras deusas, as quais são personificações de certas qualidades auspiciosas, dizem terem sido dadas ao Dharma em casamento. Esta associação parece ter um significado simbólico, sendo uma lição 9 para ensinar que através de uma vida virtuosa (realização do dharma) se obtém o bem-estar e a prosperidade (Lakṣmī). A tradição também associa Lakṣmī com Kubera, o feio senhor das riquezas e chefe dos duendes (Yakshas). Os Yakshas são criaturas sobrenaturais que vivem fora dos limites da civilização. Sua conexão com Lakṣmī talvez brote do fato de que eles foram considerados notáveis por sua propensão para recolher, guardar e distribuir riquezas. Os Yakshas também são símbolos da fecundidade. As Yakshinis (Yakshas femininos) são representadas frequentemente em esculturas encontradas em vários templos. São imagens de mulheres de seios fartos e ancas largas com bocas generosas, inclinando-se sedutoramente contra árvores. É bastante natural a identificação de Shri, a deusa que personifica a riqueza e o poder potente do crescimento, com os Yakshas. Ela, assim como eles, envolve, e revela-se na fecundidade irreprimível da vida vegetal, e também em sua associação com o lótus. Uma outra associação é estabelecida entre Lakṣmī e o deva Indra. Indra é tradicionalmente conhecido como o rei dos deuses, o deva principal nos tempos vêdicos, sendo geralmente descrito como um rei celestial. É, portanto, apropriado para Shri-Lakṣmī ser associada com ele como sua esposa ou consorte. Nesses mitos ela aparece como a personificação da autoridade real, como um ser cuja presença é essencial para o efetivo poder real, empunhando a criação da prosperidade real. Vários mitos desse gênero associam Shri-Lakṣmī ora com um poderoso governante, ora com outro. Há histórias em que ela se torna a consorte do demônio chamado Bali. A lenda em questão deixa clara a relação entre Lakṣmī e reis vitoriosos. De acordo com essa lenda, Bali derrota Indra. Lakṣmī é atraída pela bravura e vitórias de Bali e se une a ele. A associação com a propícia deusa, cheia de virtudes, permite a Bali reinar sobre os três mundos (terra, céu e atmosfera) com a virtude, e sob seu governo há prosperidade ao redor. Depois os deuses destronados conseguiram enganar Bali, fazendo 10 com que Shri-Lakṣmī se separasse dele, deixando-o sem brilho e sem poder. Junto com Lakṣmī, as seguintes qualidades se afastam de Bali: boa conduta, comportamento virtuoso, verdade, atividade e força. A associação de Lakṣmī com tantas e diferentes divindades masculinas, revela a notória fugacidade da boa sorte, e lhe rendeu uma reputação de instabilidade e inconstância. Diz-se que ela é tão instável, que só se associa com Vishnu porque é atraída por suas muitas formas (avatares). E assim, ela é também conhecida como Chanchala, ou “a inquieta”.

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Os seus devotos se preocupam com sua notória inconstância, pois não querem perder a prosperidade. Isso os levou a conceber inúmeras e engenhosas estratégias para “reter” Lakṣmī, e consequentemente a prosperidade em seus estabelecimentos. Uma dessas práticas consiste em oferecer para as imagens de Lakṣmī apenas o pior tecido como vastra (vestuário) porque, dizem eles “É muito mais fácil a Deusa Lakṣmī abandonar nossas casas vestida de amplas dobras de tecido do que estando parcamente vestida, com o mínimo de tecido que oferecemos a ela como vestimenta”. Em um sentido mitológico, sua inconstância começou a mudar quando ela passou a ser associada apenas com Vishnu. Nessa associação ela ficou estável e passou a ser representada como a firme, obediente e leal esposa, que promete se reunir com seu marido em todas as suas próximas vidas. Fisicamente, a Deusa Lakṣmī é descrita como uma mulher com quatro braços, sentada em um lótus, vestida com roupas finas e jóias preciosas. Ela tem um semblante benigno, está em sua plena juventude e tem também uma aparência maternal. A característica mais marcante da iconografia de Lakṣmī é sua associação persistente com o lótus. O significado da flor de lótus em relação a ShriLakṣmī se refere à pureza e ao poder espiritual. Enraizada na lama, mas desabrochando acima da água, não estando contaminado pelo lodo, o lótus representa a perfeição espiritual e autoridade. Além disso, o assento de lótus é um motivo comum na iconografia hindu e budista. Os deuses e deusas, os Buddhas 11 e Bodhisattvas, geralmente se assentam ou ficam em pé sobre uma flor de lótus, o que sugere a sua autoridade espiritual. Estar sentado sobre uma ou outra forma associada ao lótus sugere que o ser em questão – deidade, Buda, ou ser humano – transcendeu as limitações do mundo finito (como se estivesse acima da lama da existência) e flutua livremente em uma esfera de pureza e espiritualidade. Shri-Lakṣmī, associada ao lótus, sugere mais do que os poderes fertilizantes do solo úmido e os poderes misteriosos do crescimento. Ela sugere uma perfeição ou estado de refinamento que transcende o mundo material. Ela está associada não só com a autoridade real, mas também com autoridade espiritual.

 

O lótus e a deusa Lakṣmī por associação, representam o pleno desabrochar da vida orgânica e da vida espiritual. Por ser intimamente associada com o lótus, muitos de seus epítetos são ligados à flor, tais como:

  • Padma: A do lótus.
  • Kamala: Moradora do lótus.
  • Padmapriya: Aquela que gosta de flores de lótus.
  • Padmamaladhara Devī: A deusa que usa uma guirlanda de flores de lótus.
  • Padmamukhi: Aquela cujo rosto é como uma flor de lótus.
  • Padmakshi: Aquela cujos olhos são como uma flor de lótus.
  • Padmahasta: Aquela que segura uma flor de lótus.
  • Padmasundari: Aquela que é tão bonita como uma flor de lótus.

 

Seus outros nomes mais conhecidos são:

  • Vishnupriya: Aquela que é o amada de Vishnu.
  • Ulkavahini: Aquela que monta uma coruja.

 

Seus outros nomes incluem: Manushri, Chakrika, Kamalika, Aishvarya, Lalima, Kalyani, Nandika, Rujula, Vaishnavi, Samruddhi, Narayani, Bhargavi, Sridevī, Chanchala, Jalaja, Madhavi, Sujata, Shreya. Ela também é conhecida como Jaganmatha (“Mãe do Universo”).

 

Nenhuma descrição da deusa Lakṣmī pode ser completa sem uma menção ao seu veículo tradicional, a coruja (Uluka). A coruja é um pássaro que dorme durante o dia e espreita durante a noite. Simboliza a capacidade de ver aquilo que as outras pessoas têm dificuldade de ver, estando assim associada à sabedoria.

 

O Bhagavad Gita (II.69) afirma: “Aquilo que é noite para todos os seres é o despertar para aquele que atingiu a igualdade; e o tempo no qual todos os seres despertam é noite para o sábio que contempla.”

Autor: Flávia Bianchini (Satyananda Svarupini) Roberto de A. Martins (Shivananda Yaksha)

 

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